DECLASSIFIEDUSAF PROJECT BLUE BOOK · NARA T-1206
UNITED STATES AIR FORCE
PROJECT BLUE BOOK
UNIDENTIFIED FLYING OBJECT CASE FILES · 1947 – 1969
CASE REFERENCE6316048
DATE OF SIGHTINGMay 1952
REPORTED LOCATIONRiode Janerio Brazil
FRAMES55
Machine transcription · mean legibility 81.7/100 ·
engines: paddle-gpu-200dpi
Transcribed Frames
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1
. PROJECT 10073 RECORD CARD
1. OATC 2. LOCATION 12. CONCLUSIONS
7 May 52 D Was Bolloon
D Probably Belloon
3. DATE-TIME GROUP ! 4. 0 Possibly Belloon
TYPE OF OBSERVATION
Local - 1630 GroundVisual 0 Ground-Redor 0 Was Aircraft
1 Probobly Aircroft
GMTCI ! DAirVisual 0 Air-Intercopt Rodar D Possibly Aircralt
5. PHOTOS ! 6. SOURCE Was Astronomico!
x Yes Newsy Probably Astronomicol
CNo 0 Possibly Astronomicol
7. LENGTH OF OBSERVATION S. NUMBER OF OBJECTS COURSE Othe POSS HOAX
1 1. Insufficient Data for Evaluation
Unknown
I0. BRIEF SUMMARY OF SIGHTING 111. COMMENTS
Disc shaped. See report for details.
Photos show shadow object that do Photos in report.
not appear from trees Too easy to Originally wanted $25,coo, labor
fake. free for credit line.
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1 I . 1
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UNCLASSIFIED
CSAF ITEM 5
52 17
17 Jun 52
TO ATIAA-2C RUPPELT ATLAN
-
FROM AFOIN-AD3 FOURNET
UNOFFICIAL INFORMATION-RFCEIVED THROUGH ACTION
PIO OF HO USAF TO THE EFFFCT THAT LIFE
BOUGHT -
APHS
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09/16007 BEPIA
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0n 7A indepwdently by A throe,
2n atterpt at a colosaal heax, This waa baned prlawlly 7 cn the Pagta that
(1) the shadow on the""jaucera in cae phatogriph did nct astch theae of the torradn and
) the auking pries down to 3ico, then to mre (ae Bource instoad),
after no
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PART B. (Te be couplatod by Colliction, Dissimination and lepradyction)
CNECX (V
RE MEST It pM3T o LY MDREA
s Y 1091T1 AVAILOLL ETEN E M _-
OF DAS 1NTEME3T, POPERLY INDICATES M DAVY INTEREST IRGICATER. .
43 $ATE Y 1043 2047E 3AS047
A THATE COENT. SU NE (EATT COMCNT.
ANJUATE LATEON DISTOIRTION. JRAM (VATE LATERAL DISTRINTIO.
081 -9M-291-2 PIOP1NLY P42PMER. 391 P-242- PEMY PPOED 43ED, D1E DELOU.
:
G.ECX (V) TW PROPEI CLASSFICATION IN ACZRIOANCE WIT OSLTEN PAT A B0W
SECHET canboma CCLAGITE
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322-y-1 323. 4(3
323-V 82x-13-D0
322-Y(3) 322-1t3-22
CLASSIFICATION
322-4:7 323-7 (3a/ws(2)
TH1 OodnCAmEDY CRM74163 IHwAYI MUPECTING 5OM MATIORAL DE/YURE ( 4 (HITED BTATC JETIN TOE M2ARIN9 OF T E Lard. TITLE IB. U.B.C.. SECT
7 12 404 199. TELATIS 1707312A7 N474 MSAATNOIZT 19 2909131T19SY 7013 J0641Y
110 lony 75dt0, UM DIER TD 59959 ATIVITIED 36CME7A27 00 Tod .
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Wegona States of thls m that in
to coumtry mmNd
of nlying DALCOrS - artor the date ou which this doansn't pooa traented-
will be sean with mathewatioal cortainty
in the 10 dal
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that All the da rkation will take place.
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Two (2) Spanish Lanquag Articles
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-.
haust haze and, with a little imagination, might be called a "Saturn-
like" object. In succeeding pietures it rescmbles the top of a teapot,
or the bottom view of a rubber stopper for a sink. A study of the
shadows quickly reveals the fraudulent i nature of these photographs:
the dome on top of the "saucer" casts its shadow to the right, while
the trees and mountains in the foreground cast their shadows to
the left. The picture could be authentic only in a peculiar world in
which the sun shone from the west on objects on the ground, but
shone from the east on objeets flying in the sky! - - .
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The photograp $23.000 for the res
consequently, the study.
III. CONCLUSIONS
Until tre dinite C
conclusions. It ia dou that the Dictures
.
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1 T5-11949
DNCLAS
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O CRUZElRO apresente, num furo jornolistice espotaculor, a mois
sensoclonal documentagdo jamels conseguida sòbre o mistério dos
discos voadores - O estranho uparelho veio do mor, com enorme
velocidade e foi visto durante um minuto -- Còr cinza-azulade, a
absolutamente siloncioso, sem deixor rastro de fumoça ou de cho-
mas -- Reloto completo do foscinante aporigdo no Sarra da Tijuco.
Renortagem de ED. KEFFEL e JOAO MARTINS
:
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2th
MASREALS
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pequena laguna no harquinho "Piaba" e nos dirigimos para o "Bar do
Compadre", a fim de comermos alguma coisa. A sorte ndo parecia
estar nos protegendo. Quase ninguem aparecia. Puxamos conversa
com o dono do bar, Aitonio Teixcira, arrancando-lhe muitas infor-
maeoes que nos podcriam ser iteis, embora cle nho desconfiasse do que
desejavamos realizar. Por sobre as nossas cabecas, ouviamos, mais ou
menos de cinco em cinco minutos, o ronco de um motor, pois por ali
passam todos os aviòes da linha Rio -- Sao Paulo e acroportos do Sul.
Enquanto saboreavamos um prato de camaroes, levantamo-nos diversas
vezes para apreciar as acrobacias que um esquadrilha da Forea Aérea
Brasileira estava fazendo nas imediagoes. por volta das duas horas. Se
as coisas nio melhorassem, estavamos praticamente com a viagen per-
dida. Como nio tinhamos outro jeito, e mesmo porque uma das vir-
tudes de um reporter deve ser a paciencia, resolvemos ficar por ali, para
ver o que acontecia.
It E aconteccu 0 que numca poderiamos imaginar. Emtre quatro e
quatro e meia, achavamo-nos sentados na areia, justamente no comego
do canal interior, quando, olhando por acaso para o mar. tivemos a
atengio despertada por um objeto que se movia no ar. do lado do Sol.
Esse objeto, a distancia, assemelhava-se com um avido, visto de irente:"
mas o extraordinario era que esse "aviho". que parecia voltado para
nos, movid-se de lade, muma velocidade tremenda. Vinha diretamente
do oceano para a terra. perpendicularmente i rota dos avibes zomer-
ciais. Falei para o meu companheiro: .
- Olha, Keffel, que diabo é aquilo?
Qualquer outra pesson nio teria, provivelmente, dade importincia
A PRiMElRA VISAO. Tinha a silhucta de um avião, visto de frente, mas estava se mo- ao fato. Mas nós somos dois reporteres, com a atengao sempre ilerta
vcndo para o lodo. Isio foi o que chamou a atencão dos dois reporteres de O CRUZEiRO. por uma questio de treino prolissional. O estranho objeto, ao atingir
a linha de terra. pareceu diminnir de velocidade. A sua silhucta
apreseutava mais clara, depois de passar diinte do Sol. Keffel estava
com a maquina, uma Rolileiflex, pendurada no pescoga. Movido por
um imyulso e uma ainda vaga suspeita, quase gritei:
- Bata, Keifel!
Ele bateu a primeira chapa. Depois me confessou que s6 tinha feito
isso por brincadeira. Mas o "aviso" se aproximava numa curva longa.
Nho havia mais duvidas. Aquilo era diferente de tudo o que ja havia-
mos visto em materia de aeronaves. Com grande presenga de espirito,
Keffel pos ripidamente a velocidade do obturador em 1-500 (cinco cen- 4
tesimos do segunde) e meten mios i obra. Enquanto isso, o disco (por-
que v que estavamos vende vra inaduhitivelhnente unn objeto emn forma mnt dn Tiima ate sobre-
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Durtrg the reportoro
gwround Mhe daz, ondeDt 6 a bluish ha:o aoena to
Ie do podslb cou2d ( at a freqisnty too Mgh to
be hourd by th 410 The:
hobotnntlon, or dodor tho Xant vietlos of
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, doud. ballool, or a metsor for tho Oylng
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our stoty complotoly," .
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sosnn stop sosss reie somnod oEu
-ou C-''I ogae tun anb op Jomew sazaa Stmp oqaam ua ap 4
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mun otoe 'loqh no Eun OL 'oqhu no tan ouon nooedesop 3 'sese sens sep ttun 'sese sEMS sep
CH Aqos CHM Aqos
Sr sun a onsn o onn s tmod onbsod u o mn St sum ap onsir a onnn son omon onbsod n on 'an
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-[r -Iwon SOzO1 SOZES SE Jamon ann o oun no 'Joae C O aptdds ae SE Joon an o om no 'boy m op apdop as
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me or 'onto oq O peuossiod omn oo ogn dod -ow as DSDGGO soW ae OISIA 'ODIAD wn D A VMA V
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:
comendo os camnaroes, batidas por cle. Estas dnas iltimas foram batidas uma
hora ou pouco mais ames do apareequento do esty nho aparelho.
Depois que o "disco" stummit de nossas vistas, ficamos por alguns momentos
sem acho, Perguntei a Keffel:
- Voce vin o mesmo que eu vi?
E ante a afirmativa:
- E bateu as fotografias? -
Keftel chegou a ficar gago para responder que sim. Tiramos o filme da ma-
quina com o cuidado de quem esta manejando uma bomba atomica, pusemos ou-
tro e ficamos na esperanca de que o "hicho" tornasse a aparecer. Näo apareceu,
pelo menos para nos. E agora. que fazer? Saimos procurando alguma outra tes-
temunha do fato. Atrás de uama pequena duna. encontramos um pescador con-
sertando uma rede, chamado Claudionor (ou Nono). Nao reparara em pada.
Estava de cabega baixa, absorvido pelo seu trabalho. Fomos ate o bar. O "seu"
Antonio, que se achava atras do baleão, tanubem nao reparara no estranho aviao.
Como nos explicou, ja esta acostumado com tantos que passam por ali, e alem
disso se encontrava dentro de casa. Dois casais que almoçavam sob o alpendre.
nào eram nem tinham vontade alguma de ser restemunhas.
+ Voltamos o mais rapido possivel para a redacao. Pelo primeiro teleione que
encontramos no restaurante do Jud, telefonamos para o nosso diretor, dando conta
do sucedido e pedindo-ihe que nào deixasse o encarregado do laboratorio ir-se
embora (pois jà eram mais de cinco horas). Dirigi como um louco o meu auto-
movel atraves da cidade. Na redacho, entregamos imediatamente o fihme, que
logo comecon a ser revelado. E entio, nos dois, que tinhamos mantido a mais A PARTE SUPERIOR, EM FORMA DE CUPULA.
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mtto do moro ineia girco
TO CRUZEIRO
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1 .
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:
JOAO MARTINS E ED. KEFFEL, os dOiS repOrteres de O CRUZEI- JOAO MARTINS E ED. KEFFEL, os dOiS repOrtereS de O CRUZEI-
ro, autores do mais espetacular furo jornaistico dos nossos tempos. ro, autores do mais espetacular furo jornalistico dos nossos tempos.
completa calma durante a aparicão do fantastico aparelho, vivemos alguns mi- completa calma durante a aparicão do fantastico aparelho, vivemos alguns mi-
nutos de emoçao. Que estaria nos negativos? Terianos sido vitimas de uma
alucinacão? Teriamos confundido um aviào, uma nuvem. um aerólito, um alucinacão? Teriamos confundido um aviào, unna nuvem. um aerólito, um
1 balio. com um disco voador? A frieza das imagens captadas pela lente io-
ET tografica desiaria todas as possiveis duvidas. Foram momentos de expectativa togrifica desiaria todas as possiveis duvidas. Foram momentos de expectativa
e de angustia. Em nossa companhia tambén soiriam os nossos companheiros e de angustia. Em nossa companhia tamben soiriam os nossos companheiros
T e os nossos chefes. Os diretores Leão Gondim de Oliveira e Accioly Neto,
Jose Amadio, Milton D'Avila, Ari Vasconcelos, a turma do laboratorio, todos 11 J1.
compartilhavam da nossa ansiedade. E quando por fim o filme foi tirado do
lixador, e la na pelicula surgiram as imagens do disco, o entusiasme foi geral.
A imediata ampliação dos negativos veio confirmar nosso relato, sem possibi-
lidade de duvidas.
Coube a nos a grande oportunidade de testemunhar e fotograiar essa coisa
misteriosa que vem aparecendo nos mais diversos pontos da terra e que tem
sido objeto de tantas suposicoes e controversias. Souhemos aproveita-la. no
maximo de possibilidades. E estào ai, para o exame dos nossos leitores, os
diversos aspectos do disco voador que sobrevoou a Barra da Tijuca. naquela
tarde de sol. Este é um furo jornalistico de carater mumdial. que decerto
terá uma tremenda repercussão. Numca dantes um disco voader foi foto-
grafado nestas condicoes, com tantos detalhes. quanto a sua forma. Que
sera esse misterioso viajante do espaço? Uma arma secreta, de algzuma das
grandes potencias? Um aparelho proveniente de outro plancta? Nao o sa-
- bemos. Apenas 'podemos afirmar que ele cxiste. Sera mm beneficio ou uma
ameaca para a especie humana? Muitas interrogagoes poderao ser formuladas,
mas todas elas esbarram con uma espessa cortina de misterio.
Muitos discos ja foram avistados, em diferentes paises e em ocasibes di-
versas. Variam as suas formas aparentes, mns o mistério permancce. ( mis-
teris que. mais cedo ou mais tarde, teremos de desvendar.
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…
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ENLME 273 .
GENSACIONAL
en2orfard
A ULTIMA VISAO. Nesta foto vemes um detalhe, mais ampliado, do as-
pecto que aparece na pagina anterior. O disco se dirige, inclinado, para o mar.
O CRUZEIRO
*
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,
-frac{ }$
FRAME 030 / 055paddle-gpu-200dpi
do que lhe for útil; segunda, conqulstá-los e usá-los como uma raça
inferior para trabalhos forcados. Mesmo que os Terrenos desejem n uma
ocupação pacifica, isto poderá não ter sucesso: uma racar muito fraca
para resistir nào sera problema, mas uma raça adiantada poderá não
concordar e lutar. Se tal planeta fòr a nossa unica possibilidade de
migracao, Dossos descendentes provaveimente usarão a fórça se ial
for preciso. Uma vez senhores da situaçao, poderao persuadir a outra
raça a cooperar, em troca da liberdade.
E' possivel, porem, que os Terrenos encontrem uma raca altamente
descnvoivida, pelo que serao forçados a continuar pelo espaço à busca
de um segundo lar. Se nenhum outro fòr achado, eles poderâo, em
desespero, preparar um ataque
tais, na esperança de que a surpresa superara as defesas da raca de-
senvolvida naquele primeiro planeta. Caso Isso falhe, a vida subterre
nea na Terra será a viltima esperanca do Honem".
Este era o artigo do Coronel que Donald Keyhoe comnenta
com estas palavras:
"Para o mundo de 1953, eu sei que o destino do Hoinem do futuro
émateria de pouco interésse. Mas a sugestão do Cel. Odell trouxe a
idéia do éxodo para o presente. A sua explanação pode ser slmples es-
peculação, sem apoio em evidèncias. Mas através do Universo ha pla-
nètas mais velhos do que o nosso. Se algum dèsses planetas for habi-
tado, a sua raça caso possa viajar pelo espaço exterior -- certa-
mente procurará um gémeo do seu mundo agonizante. E ésse gêmeo
yoderia ser a Terra."
O artigo do coronel do Serviço Secreto acabou não sendo publica-
do. Seriam inevitáveis as conclusoes que dêle tirariam a imprensa e
o público. E quais seriam as reacoes, principaimente nos Estados Uni-
los, cnie a massa popuiar é tåo sensivel a qualquer possibilidade de
perigo?
Esta necessidade de migração em massa é, sem duvida, um dos
motivos mais plausiveis para uma operação como a que os fatos indi-
cam que estamos sendo alvo, embora nao se deva desprezar as outras,
Ja expostas antes. .O que "êles' estão fazendo em torno do nosso pla-
neta está bastante claro. Os seus motivos é que nos são desconnecidos. .
So nos resta ter fé em que as hipóteses mais otimistas se confirmem
no futuro.
Esta série representa uma simples exposição de fatos e uma ten-
tativa de advertencia. Nâo creio que a melhor politica seja a de es-
cender ou ignorar um possivel perigo. Nâo acho que devamos imitar
0 avestruz. Como eu, há muita gente que sabe do que está sucedendo
e tenta fazer algo. Outros apenas se desesperam. o poeta, cronista
e industrial Augusto Frederico Schmidt, voltando de uma viagem à Eu-
iopa, publicou no "Correio da Manha" uma das suas brilhantes cro-
nicas, com o titulo "A Ameaça vem do Céu". Nela, ele conta um epl-
sóclio que o intrigou e que não pode entender. Na Alemanha, o diretor
de uma grande emprésa siderurgica foi se despedir dele, na estação
da Estrada de Ferro de Dusseldorf. Para sua surprésa, Schmidt notou
que o seu amigo estava "extremamente preocupado". Sem atinar o mo-
tivo, pois tudo parecia correr bem, politicanente, econornicamente e in-
ternacionalmente, perguntou-the a razão disso. Peço permissão ao
mos ser atacados, 0 nosso planeta vai ser invadido e nao se apercebe,
e nao reune todos os seus sabios, de tòdas as partes, para deter o ini-
mnigo,. para estudiar as resistencias possiveis. Os discos voadores ja
estão ai. Sao os primeiros sinais de que, em breve, teremos uma con-
liagracao interplanetaria, uma guerra de especie que ainda näo conhe-
cemos.
- Mas de onde vém, de que planêta partem èsses tais discos, per-
guntei-lhe entre grave meio sorridente. Estava, no fundo, julgando
fratar-se de uma brincadeira. Mas nao era. Vi logo que não era. O
homem pratico cem por cento, à frente de um dos maiores departa-
mentos industriais de uma notencia como é a Alemanha, vivia inten-
samente o sobressalto dos discos voadores."
O cronista não pode entender porque o seu amigo se preocupava
assim e falava daquela maneira. Nesta série tentei fornecer a todos
os elementos que ine foi possivel obter e juntar, em cinco anos de
pesquisa, a fim de que tais colsas possam ser coinpreendidas. Não e
tudo, com certeza, mas creio que é o bastante para, pelo menos, dar
a exata noção da importància, da seriedade e da gravidade do assunto.
Nao sel se ful bem sucedido. Provàvelmente, muita gente : Se recusara
a aceitar os fatos, continuara na dúvida ou na negativa sistematica,
afirmando explicaçoes simplistas ou superadas, ou tentando situar esta
materia no canpo da anedota. E' muito facil e còmodo negar, ata-
car, ignorar. Talvez, ate. isso seja melhor. Talvez seja melhor não
Ferturbar ninguém, nao tirar a ninguem a doce flusao de que so-
mos os donos do mundo, os unicos entes superiores da Criacão, os se-
nhores de um imenso e deserto Universo, feito para nossa contempla-
cao ras noites estreladas. Vamos dancar, vamnos cantar, minha gente,
nquanto a Terra avança na sua longa viagem para o Iniinito.
9 O CRUZEIRO, 16 de novembro de 1957
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piração do silencio, até porque nenhum povo do mundo jamais foi
avisado com antecedencia de que ia ser lançado numa guerra, mesmo
quando os seus dirigentes sabiam que isso era quase inevitavel.
De quando em quando, em artigos timidos. tecnicos e cientistas
levantam uma ponta do s segredo. No seu livro "Flying Saucers from
Outer Space", o Major Donald Keyhoe conta que, em fins de 52, o Cel. ewat
William C. Odell, da Air Force Intelligetice, escreveu um artigo para
ser publicado na revista "True" artigo esse que depois foi recoihido
antes de ser inpresso (este fato é confirmado pelo chefe do Bureau t
de Imprensa da Air Force). O titulo era "Planet Earth - Host to
Extraterrial Life". O Major Keyhoe assim resuine o artigo que leu:
"Como o Homem em uma época ainda muito distante, encarará a
idéia de emigrar para outro planeta? Isto dependera, primeiramente,
duas teorias acerca da maneira
pela qual o nosso planeta morrera. De acórdo com a primeira, a Terra
se resfriara lentamente, até se tornar frigida, como Jupiter ou Plutão.
Pela teoria oposta, ela se tornara insuportavelmente quente e final-
mente se incendiara. Um cientista adepto desta última hipotese é o
Dr. George Gamow, autor de "One-Two-Three-Infinity!" e professor
de fisica teórica na Universidade George Washington, Na opiniao de
Camow, o Sol está produzindo mais energia e se expandindo constan-
temente: por fim, nosso globo sera destruidlo numa tremenda explosao.
Durante os primeiros estagios do resfriamento, ou do aquecimento,
nossos descendentes poderão escapar das temperaturas da superficie
construindo cidades subterráneas, condiclonadas, e consumindo ali-
mentos quimicamente produzidos. (Isto era o que o Project Sign su-
geria respeito de uma possivel vida em Marte). Se a Terra estiver
se resfriando, e não sendo ameagada por um Sol em expansão, a raça
humana podera existir indefinidamente dessa forma subteranea. Mas
se houver uma alternativa melhor, a possibilidade de uma vida normal
ao ar livre, em outro planeta, alguns Terrenos pelo menos a tentarão
conseguir. Neste tempo o ainda longinquo, o Homern certamente ja do-
minou o voo interplanetario. Muito antes de a Terra se tornar into-
leravelmente quente ou fria, nossos descendentes comecarao a pro-
pequeno numero de exemplares da nossa fauna será levado para se
reproduzir. Campos serão limpos e árvores da nossa flora serao plan-
tadas. Mesmo com astronaves f gigantes, será porem impossivel remo-
ver tóda a população terrena. Em primeiro lugar, provàvelmente, a
emigração sera limitada a técnicos, construtores, forcas de defesa e
suas familias. Poderá levar algumas centenas de anos até que a Ter-
ra n. 2 esteja completamente ocupada. A migracho devera ser volun-
taria, mas naturalmente sera restrita a grupos jovens - exceto quanto
aos cientistas e especialistas. Que acontecera, entao, para os milhoes
que necessariamente permanecerão na Terra? Provavelmente algum
plano gradual de despopulacão sera usado - contròle de nascimento
reforcado por esterilizacao. E assim, muito antes de a Terra se con-
gelar definitivamente ou principiar a queimar sob um Sol chamejante.
ela se tornara um verdadeiro planeta morto, abandonado à sua sorte.
Fantastico como pareça, este pode ser o método de migração para um
outro planeta desabitado.
o Mas, se o planeta escolhido for habitado, um plano diferente tera
de ser usado. A escolha desse planeta podera nos ser forgadia pelo
fato de éle ser o unico no qual possamos sobreviver. Ou pode ser tam-
bem uma cinica e deliberada escolha: as casas, as industrias, as fa-
zendas, os recursos minerais da raca la existente nos facilitaria a co-
lonização. Se os nossos descendentes forem pacificos, poderao tentar
uma coexistencia amigavel com essa outra raea: os nossos avancos
cientificos poderão servir de fatòres para convence-los. Mas se o Ho-
mem do futuro for um cruel materiaista, éle podera fazer uma entre
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A TERRIVEL MISSAO D DOS
.
. "rv… KITIMA DANTE
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ESTA FOIA PRIMEIRA DAS CINCO FAMOSAS FOTOGRAFIAS TIRADAS
3
A TERRIVEL MISSAO DOS
SEXTA E ULTIMA PARTE
NjOs cinco capitulos anteriores desta série, forneci aos leitores todos
os elementos necessários para que o mistério dos "discos voadores"
ficasse devidamente equacionado. Apenas um aspecto do prcblema
Por J0A0 MARTINS precisa ainda ser abordado e comentado, antes de entrarmes nas con- precisa ainda ser abordado e comentado, antes de entrarmes nas con-
- Por JOAo MARTINs R sideraçoes finais. Trata-se dos sideraçoes finais. Trata-se dos casos de observaces de "discos" an- casos de observaces de "discos" an-
teriores ao ano de 19i7. Naquele mesmo ano, antes de o piloto Kenneth
Arnold fazer a sua comunicação, que passou a ser historica por ter Arncld fazer a sua comunicação, que passou a ser historica por ter
sido a primeira a chegar ao conhecimento do grande publico, outras
observaçoes ja haviam sido feitas e levadas ao conhecinento das au-
toridades. A mais significativa foi a de um meteorologista, de Richmond
(Virginia), que em abril daquele ano (dois meses antes do caso Ar-
noid) seguia a ascensão de um balao-sonda com o teodolito. quando noid) seguia a ascensao de um balao-sonda com o teodolito. quando
avistou um objeto desconhecido voando a grande velocidade. O me-
teoroiogista, acompanhando-o com o seu instrumento e comparando teoroiogista, acompanhando-o com o seu instrumento e comparando
Y a posição do mesmo com a do balao, calculou a altitude, a velocidade,
o dianietro real, e enviou um relatório à Força Aérea Americana.
Para aiguns estudiosos, os "discos voadores" tem aparecidio desde
Nesta sexta e úlima parte do seu trabalho, João Marlins tempos remotos. Ha mesmo quem interprete as referencias de Eze-
quiel (um dos quatro grandes proietas do Velno Testamento) sobre apa-
comenla as observaçöes verificadas antes de 1947, analisa recimento de "rodas" no céu, como casos de "disccs", cérea de seis
seculos antes de Cristo. No século 19, vários relatos publicados nos
as diversas hipoteses exislenies acèrca dos movimentos dos jornais da epoea são tambem interpretados por muitos como obser-
vaçbes de "discos". Entretanto, numa análise realmente cbjetiva do
"discos" em lórno do planéla e apresenla as suas assunto, näo creio que essas observaçoes antigns sejam de grande va-
conclusòes a respeito, junlando num só lodo os elemenlos lia. Nao há meios de verificar até que ponto elas foramn reais, nao
podemos de maneira alguma separar os casos que pudessem ser atri-
ja erposlos nos capilulos anieriores. João Marlins conti- buidos a alucinaçoes, sugestoes de leituras, enganos com corpos ce-
lestes ou fenomenos luminosos. Correriamos assim o grande risco de
nuurá pesquisando até a solução final. Quem puder prestar cair no terreno da fantasia ou da especulacão pura, se tentassemos
tirar conclusbes de dados cuja veraeidade nao nos é possivel comprovar.
alguma informação deve comunicá-la ao nosso repórler. Nao ha duvida que alguns dos relatos do seculo passado e do inicio
46 0 CRUZEIRO, 16 de novembro de 1957
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A
11 VOADORES"
DISCOS
reolmante aniomaticos Eles provieram cos, sem asas. Por outro lado, apresentam também difereneas de cor.
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7
TUEM O
11
DISCOS YOADORES"
do século 20 são minuciosos e realmente enigmáticos. Eles provieram cos, sem asas. Por outro lado, apresentam também diferenças de cor.
de todas as partes do mundo, desde o Tibete aos Estados Unidos, desde assim como tém sido vistos. quer opucos, quer irradiandio lumincsidade
a Nova Zelàndia à Inglaterra, desde a Sibéria às Ilhas Galapagos. a Nova Zelàndia a Ingiaterra, desde a Siberia as Ilnas Galapagos. propria. Todos éles. no entanto, possuem algumas caracteristicas co- propria. Todos eles. no entanto, possuem algumas caracteristicas co-
Como, porém, determinar a fidelidade das narrativas aos fatos, ou Como, porem, determinar a fidelidade das narrativas aos fatos, ou muns: 0 siléncio com muns: siléncio com que se movem, as manobras bruseas, as acele- que se movem, as manobras bruseas. as acele-
precisar a natureza desses fatos? Uma coisa é certa: éles eram raros, raçoes e desaceleraçoes subitas, a capacidade de se deslocarem a tre- raçoes e desaccleraçóes súbitas, a capacidade de se deslocarem a tre-
segundio o que revelam as exaustivas pesquisas levadas a eieito nas segundio o que revelum as exaustivas pesquisas levadas a efeito nas mendas velccidades e de fiearem paradcs no ar, a evidéncia de serem
publicacoes (de todos os generos) do passado. Temos pois que nos ater publicacoes (de todes os generos) do passado. Temos pois que nos ater dirigidos por uma dirigidos por uma inteligencia. inteligencia.
aos casos recentes, mesmo assim apos um grande trabalho de filtragem aos casos recentes, mesmo assim após um grande trabalho de fiitragem Pelo estudo do Tenente Plantier, publicado em setembro de 1953.
dos que estao devidamente comprovados, conforne fizemos no de- na revista "Forces Aeriennes Francaises", "a variacão das cores poue" na revista "Forces Aeriennes Francaises", "a variacão das cores poue
curso desta serie. De outro modo, so nos restaria deixar a imagina- ser prcduto da variação de intensidade de um campo magnético utili- ser prcduto da variação de intensidade de um campo magnético utili-
cào voar sein freios ou entrar no campo do misticismo. zado na funçao propulsora e que produziria este inesperado eleito zado na função propulsora e que produziria éste inesperado efeito
Embora nos fins da última Grande Guerra hajam surgido inume- Embora nos fins da ultima Grande Guerra hajam surgido inume- Zeenam. Sabe-se que o fisico norte-americano Noel Scott criou ex- Zeenam. Sabe-se e que o fisico norte-americano Noel Scott criou ex-
ros relatos de aviadores (de ambos os lados), que contavam ter visto perinentalmente bolas de cor laranja em atmosiera rareieita pela perinentalmente bolas de cor laranja em atmosfera rareieita pela
ou terem sido seguidos por ou terem sido seguidos por "bolas luminosas" bolas lumincsas e "discos prateados", ação de um anel de cobre a alta tensao. Éle pensou com isto demons- ação de um ancl de cobre a altn tensão. Éle pensou com isto demons-
nào se pode tambem afirmar nao se pode tambem afirmar categoricamente que se tratava disso categoricamente que se tratava disso trar o caráter cletrostático natural das apariçces. Mas não tera rle trar o caráter cletrostatico natural das apariçoes. Mas não tera rle
que hoje chamancs "discos voadores". Tanto aliados como nazistas confirmado, involuntariamente, o aspecto elétrico ou eletromagnetico
pensaram tratar-se de uma nova arma secreta do adversário. As es- da propulsuo desses aparelhos?"
tranhas coisas assinaladas foram batizadas com os nomes de "ifoo Quanto à possibilidade do "disco" ser tripulado, apesar das tre-
fighters"', ou "caças fantasmas", ou "bólides Kraut". Apareciam as mendus aceleraçoes e das paradas e manobras bruseas, explica Pian-
vezes em formação e chegavam a acompanhar, em certas ocasibes, tier: "Uma vez mais o principio da propulsão por campo de forças
Os merguihos dos bombardeiros. Deram muito que pensar aos Es- resolve o problema. Em um aparelho convencional, ao se produzir uma
tados-Maiores de ambos os lados. Como, entretanto, com o correr do forte aceleraçao, o esmagamento do pilóto contra o assento se dcve a
tempo, não causassem nenhum dano, foram classificadas como "neu- inercia das molecuias que pesam de uma mancira crescente sobre o
roses de guerra" ou "alucinaçces visuais" dos pilotos que as descre- assento, origem desta forca de aceleracao. No "disco", pelo contra-
veram. E o misterio ficou arquivado nos anais do conflito. Seriam rio, a força nao emana do assento: ela é propria de cada molecula.
"disccs voadores"? Quem pode afirmar? A inercia e combatida sobre o plano atomico e a fortiori molecular. A
aceleraçao linear que dela resulta é a mesma, portanto, para cada mo-
Assim, caminhamos sobre um terreno mais firme, estudando e ana- lecula, e tòdas as moléculas sao impulsionadas ao mesmo tempo, a
lisando os fatos investigados, comprovados, reais, acontecidos nestes igual velocidade, na direçao do campo, sem que haja possibilidade al-
ultimos dez anos. De tudo o que fol exposto, vemos que os "objetos guma de aglomeracao".
nao identificados"' tem apresentado formas e tamanhos diversos. De Lamento näo poder transerever na integra o estudo do Tenente
maneira geral, podemcs separa-los em très categorias: 1 - bola lu- Plantier, por sor o mesmo muito longo e pelo seu caráter tecnico que
minosa; 2 - objetos circulares; 3 - objetos alongados, cilindri- provaveimente cansaria o leitor. Ele explica logicamente, pcla pro-
O CRUZEIRO, 16 de novembro de 1957 CONTINUA 47
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. -
74 .
:
ESTA 6 a segunda foto das cinco que forom batidas por Ed Keffel. Nela a disco
aparece em perspectiva alongado, como as vèxes erradamente rèm descrito.
pulsão por campo de forcas, o silencio, as variaçóes de aspecto, a re-
sistencia térmica, a habitabilidade, as manobras bruscas, as enormes
varlaçbes de velocidade, assim como o movimento pendular, as des-
caidas em folha-morta e a formação de pequenos cumulus ou halos
em redor dos discos, que muitas vêzes foram observados. Essa pro-
pulsão por campo de forças nao é nenhum conto o de fadas. Muitos cien-
tistas estao estudando o meio de torna-la praticável entre nos. Ainda
há pouco, em entrevista a O CRUZEIRO acérca do satélite russo, 0
Ten-Cel. Aldo Vieira I Rosa, do Centro de Pesquisas de Sao José dos
Campos, um dos nossos maiores cientistas, um dos poucos homens no
Brasil com conhecimentos e autoridade bastantes para falar sobre
tais assuntos, declarou: "Quando 0 homem dominar'o combustivel,
conquistará o espaço. Os combustiveis quimicos s oferecem varias dessas
vantagens que limitam a produção de energia por quilo. Ha estu-
dos sóbre promissores combustivels exóticos, à base de borio; depois,
viriam os nucleares de fissão e os termonucleares, ainda incontrolá-
veis e so utilizados em bombas. Por fim, restaria tentar o dominio
da gravidade, assunto que esta ocupando inumeros cientistas. Geran-
Esse sistema de propulsão também explica a razão de nunca ter
havido a queda acidental de um "disco", coisa que multa gente estra-
nha e chega ate a usar como argumento em artigos ou discussoes.
Ouçamos novamente o Tenente Plantier: "O aparelho dificiimente .
pode acidentar-se. O pilòto provoca o mais perfeito freio pela sim-
ples inversão do campo. Em caso de necessidade, uma simples s mon-
tagem tipo radar pode desencadear éste freio na proximidade de
um obstaculo. Em todo caso nao há risco de entregar os restose
os segredo dos "discos". Com efeito. no caso supressao do campo
de forcas (ou seja, no caso de um defeito no sistera eletrico ou atô-
mico que o gera, no caso de um enguico, eselarecemos nos) particular-
mente a grande velocidade, a capa limite e hiperespessa desapareceria
de golpe e o aparelho se chocaria contra o ar imovel com prodigiosa
energia cinetica, o que acarretaria a sua desintegracao e sua v volatiza-
cao térmica uma fraçao de segundo, com um ruido de trovao. Esta
e possivelmente a explicacao da observacão feita por dois pilotos do
Aeroclube Marrocos, que em setembro de 1952 foram ultrapassados
por um "charuto voador", o qual desapareceu mais adiante em um mar
de chispas, assim como da explosao misteriosa que sucedeu um més
mals tarde na regiäo de Glancove, perto de New York".
Abro aqui um parentese: tenho noticias de que no Brasil ja aconte-
ceramn pelo menos dois casos de "discos" que explodiram peço as
possiveis testemunhas desses casos que se comuniquem comigo, por
carta ou telefone, garantindo-lhes dlesde ja o maior sigllo das suas
identidades, caso isso desejem,
DUAS HIPOTESES
Vejamos as principais hipoteses acerea do que os "discos" estao
fazendo sobre nosso Planêta. A primeira delas e a que atribul aos
"discos" e aos seus tripulantes uma nobre missão. Viriam éles de um
ou de varios planetas muitos seculos mais adiantados do que o nosso.
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cetaihes fisicos, coino, por exemplo, o planéta de origem dos "discos"
e a vida material nos outros pianetas.
bela e tranqüllizadora de
todas. Seria de desejar que fosse verdadeira. Entretanto,
vejamos as restriçoes que, infelizmente, Ihe podem ser feltas. Em
primeiro lugar, se os tripulantes "discos" estao aqul com tais
clevados propositos, por que não os manifestam de forma mais clara,
mais efetiva, mals direta? Por que esses recados atraves de pessoas iso-
ladas, as quals nao podem apresentar nenhuma prova do que dizem? .
Por que nao estabelecem um contato oficial, ou atraves do rádifo, ou
descendo numa das grandes cidades do mundo, ou mesmo sobre o edi-
ficlo da ONU, por exemplo? Lembrem-se que, pelos relatos dos men-
sageiros escolhidos 30 acaso eles podem compreender falar os nos-
sos idiomas, ou pelo menos se entender telepaticainente conosco. A lin-
guagem não seria uma barreira, portanto. Sendo tão semelhantes a
nos, o aspecto fislco tambem não causarla dificuldades. Conhecendo
também 3 nossa vida e os nossos problemas, deveriam saber a quem se
dirigir e como aglr. Tendo tac nobres fins, nada teriam a temer da
nossa parte, mesmo porque a sua superioridade tecnica os protegeria
de improvavel ataque, so possivel se descessem de surpresa no meio
de uma multidão (que poderia fica aterrorizada e reagir violenta-
mente).
casoe nio teriam nenhum dos inconvenientes apontados acima. Se-
rlam pelo menos mals convincentes e mais eficientes clo que ésses re-
cadinhos esporadicos, inteiramente em desacordo com grandeza da
operacão que estariam realizando.
Ainda mais: como conclliar essa nobre missão com o reconheci-
mento sistematico das varias partes do nosso planeta, com 0 especial
interesse demonstrado pelas bases aéreas, pelos avioes de todos Os
tipos, pelos foguetes e pelos baioes? não teria logica I partindo de
quem conhece os nossos idiomas, pode saltar despercebidamente na
Terrae já conhece a nossa vida tao perfeitamente. Como, tambem, en-
tender as quedas e desaparecimentos de aviöes? Como interpretar a
agressão ao chefe de escoteiros Desvergers (o unico caso de contato
em que ficou demonstrada uma evidencla fisica do fato, como conta-
mos no quarto capitulo)?
Por outro lado, como explicar as divergenclas entre os varios tes-
temunhos surgidos? Adamsky disse que "eles" eram de estatura um
pouco abalxo da normal, de pele palida, cabelos louros compridos, co-
municavam-se por telepatia, vinham do planeta Venus (no segundo
livro que publicou, diz que, além desses, estao tambem aqui, inclusive
vivendo entre nos, disfarcadamente, seres de vários outros planetas do
nosso sistema: chega ao ponto de afirmar que os conhece, que con-
versa com eles, que os encontra amiudamente - mas nao apresenta ne-
nhuma prova disso); Bethurum disse que "éles" baixinhos, de
O CRUZEIRO, 16 de novembro de 1957
-
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. por telepatia: Rossi ido ate o planeta deles (näo sabe qual é).
Como se por ésses sels exemplos mais conhecidos (há outros,
sempre discordantes), por maior boa vontade por maior simpatia
que se tenha pelo conteudo filosofico das mensagens, as discrepancias
sâo demasiadas. Pode-se argumentar que um ou alguns sao verdadel-
ros e os outros falsos. Mas, quais? Nenhum apresenta a menor pro-
va do que conta. E é por isso tudo, e mals pelos fatos comprovados
que apontam outra realidade, que, com verdadeiro pesar, vejo-me
obrigado a nao aceitar a hipotese que atribul aos "discos" uma nobre
missao. Queira que eu esteja errado. Posso garantir que se al-
gur dia eu tiver uma estou errado admitirei alegremen-
te o meu engano.
A segunda hipotese é a de oue "èles" estao aqul com a finalidade
apenas de observaçao e pesquisa cientifica, que seria parte de um
levantamento geral dos planetas até os quais podem viajar. Diferenças
de atmosfera, pressão, gravidade, fariam com que "êles" no tivessem
intuitos de desembarcar. Sendo muito diferentes de nos. aspecto
e constitulção, não terlam interesse em estabelecer contato. Nos lhes
despertariamos somente curiosidade clentifica, por sermos raca evi-
dentemente evoluida (embora menos do que eles, pols ainda não domi-
namos a viagem pelo espaço). As nossas s cidades, os nossos avioes, os
nossos meios de transporte estariam sendo observados apenas por
direto conosco, motivada pelas nossas explosoes atomicas que pode-
riam representar um perigo para o equilibrio do sistema: se esse pe-
rigo se tornasse iminente, entao cles tomariam alguma medida para
evitar a catastrofe.
Esta hipotese, sozinha ou combinada com algum dos seus desdo-
bramentos,é sem dúvida muito mais loglca, mais aceitavel e mais
adaptável aos fatos comprovados do que a primeira, embora por ela
nao se posssa tambem explicar tudo o que esta acontecendo. Senao
vejamos:
1 - Se se trata apenas de uma expedição cientifica, sem nenhum
outro interesse especial pela Terra, não se justificaria um levanta-
mento em massa como se tem verifieado. Afinal nos seriamos apenas
un planeta dentre vários a serem estudados. Nao haveria motivos para
tal concentraqão de atividades em tòrno de nos;
2 - Se houvesse interesse sòmente em obter minerais, não haveria
que so serviriam para
lhes diftcuitar os propositos:
1 O CRUZEIRO, 16 de
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aos nossos nossas esperan-
ças. Naturalmente que deixando de lado algumas pe nosso ar-
bitrio, poderemos formar o quadro que mals nos agrade: mas ele não
correspondera à realidade; assim fazendo estaremos apenas tentando
mistificar a nos proprios.
Antes de mais nada, vamos resumir aue abemos, o que
ainda ficara sem solucio, ate s, neste mis-
terio dos "discos voadores":
1 - De que planeta xem. Varios cientistas, entre os quais
o Prof. Hermann Oberth, acham possivel que éles venham n até de ou-
tro sistema solar (lembrem-se do que está dito no fim do quinto ca-
pitulo, a respeito Universo). De acordo com ésses cientis-
tas, desde que domine uma ilimitada fonte de força (como a pro-
pulsão por campe magnéticos) a velocidade limite, nos espaços inter-
planetarios, serla a a da luz, ou seja, 330.000 quilometros segundo.
Isto para atuaimente, é apenas um sonho, come cinqüenta
anos, era um som. Aquela velocidade, as
viagens atraves do nosso sistema planetário seriam relativamente cur-
tas. Entretanto, a jornada para as estrelas mais proximas seriam bem
longas: até Alfa do Centaur seriam precisos mais de quatro anos;
E
o
autros planatns contrg a Terra, numa e
CONCEPCAO dn um ataque die seres
ilustrogao de Mauro. Esperernos que catastrofe posso ucontecer.
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4
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2 - 0 aspecto
que a vida deve existir em muitos outros planétas do Universo, como
ja expusemos no qulnto capitulo, dificilmente ela tera se desenvolvido
igualmente sob circunstancias diversas. As probabilidades de que I haja
sêres rigorosamente semelhantes a nós são minimas. Na meihor das
hipóteses. poderá haver uma vaga semelhança de detalhes fisicos,
quando a vlda tenha surgido em outro planéta de condicoes muito
aproxlmadas as do nosso. Nao conhecendo o aspecto e a constitulção
que éles tém, tambem nada sabemos acérca das suas concepcoes de
vida, da moral que os rege, da lógica dos seus raciocinios. Somente
podemos ter certeza de que possuem inteligéncia altamente desenvol-
' vida. pols isso está demonstrado pelo simples fato de dominarem as
viagens interplanetárlas. O argumento mais usado, de que éles, tendo
atingido tal grau de técnica, são seres grandemente civilizados (se-
gundo as nossas concepçes), tendo horror à violencia, etc., etc., nao
tem base. Os nossos valores, a nossa moral, a nossa idéia de civiliza-
cão, podem ser Inteiramente diversos dos que éles possuem. Eles tanto
codem ser entes angelicais (segundo os nossos I pontos de vista), como
seres regidos por uma fria mente clentifica, sem estarem limitados
pelos sentimentos, emoçoes e convençöes morals que nos caracterizam.
Uma grande diferenca de aspecto e de constituicao nos tornaria para
éles apenas uma estranha especie animal dotada de inteligencia, mas
que nào despertaria nenhuma simpatia, nenhum desejo de contato
amigavel, nenhum sentimento fraternal. E vice-versa. Aqui mesmo
entre nos, na Terra, temos exemplos que nos mostram como uma sim-
ples diferença de cor, ou de de linguagem, ou de costumes, faz
com que muita gente näo reconheça os seus semeihantes como tais.
estivermos
observando nao fòr Marte. mas um outro que não tenha satélites ou
os tenha muito afastados, será fácil para nós colocar em volta dêle,
numa órbita determinada, uma ou mals aeronaves gigantes, que nos
servirao de posto de observação e de base para vòos curtos, com di-
versos tipos de aparelhos pequenos, tripulados, ou teleguiados, ou diri-
gidos por "robots". E essas observacoes sóbre os seres que existissem
la, o seu adiantamento. as suas possivels reaçöes, o seu aspecto, a sua
indole, assim como a atmosfera, pressão e gravidade lá existentes, é
é que determinariam os nossos atos segulntes. Se nao tivéssemos se-
não um interesse clentifico, as operacoes decorreriam lentamente du-
rante muitos sanos. Se tivessemos interesse especial em lá descer, as
coisas irlam I mals depressa. De maneira nenhuma nos passarla pela
cabeça entregar os nossos conhecimentos tecnicos a uma especle do-
tada de inteligencia bastante para assimlla-los, ernbora mais atrasada
do que nos, e que alem disso, pelas nossas observagbes, fosse aperas
vagamente semelhante a nos e: ainda dotada de costumes e instintos
guerrelros. Caso deseJassemos ou preclsissernos de minerals la exis-
tentes, ou quisessemos nos expandir, ou tivesseinos outro motivo qual-
quer, teriamos de tomar uma declsão. Provavelmente, em nome do
progresso, da civilização, da conversão de barbaros, ou de qualquer
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cho a distancia (com televisão aperfeiçoada) os automatos, os cere-
bros eletrónicos. Nossas decisoes seriam mais friamente, mais rea-
listieamente tomadas. (A não ser que aconteça um milagre e o nosso
progresso venha a tomar outros rumos. tornando-nos criaturas mais
espirituais, mals angélicas. Mas nesse caso provàvelmente não fariamos
tais viagens).
Se o planeta que encontrássemos e observassemos, com condiçoes
atmcstericas e de pressao gravidade mais ou menos favoráveis ao
nosso tipo de vida, nao fosse habitado, tanto melhor. Nada disso acon-
teceria. Mas num planeta com tais condiçoes, semelhantes de algum
modo as que existern no nosso, muito provavelmente algum tipo de
vida tamberm se desenvolveu. Pode ser, entretanto, que a raca supe-
rior de lá ainda esteja nun ponto muito atrasado de. evolucão. como
nés estavamos no seculo X, ou antes de Cristo; ou mesmo na pre-his-
toria, por exemplo. Nesse caso tambem não teriamos grandes proble-
mas. Mas se fosse uma raca muito numerosa, habitando todo o
: planéta, no limiar dos voos interplanetários, possuidora de armas ato-
micas, a nossa tarrefa, apes nossa grande superioridade aérea, se-
ria extremamente trabalhosa. Mesmo porque, desembareados, devido
a difereneas de gravidade de atmosfera, ete., essa nossa superioridade
nio seria tao grande numa ocupayao permanente.
Isto que ficou exposto não é uma ficcao. E' previsão cientifica
ja muitas vezes exposta por técnicos e cientistas. Agora, a única coisa
que o leitor tem a. fazer é coloca-la em sentido inverso, anallsar os
fatos coinprovados que lhe foram fornecidos no decorrer desta serie
e verificar se tudo se encaixa ou não perfeitamente: o reconhecimento
ststematico de todos Or continentes da Terra; os testes de ataque con-
tra aviòes isolados; o desaparecimento de avibes (que poderiam a esta
hora estar sendo objetos de estudos, assim como especimens da nossa
raca); a localizacão de bases, de cidades, de zonas desertas, de zonas
industriais; a observacão de todos os nossos objetos aéreos, inclusive
testando a capacidade de manobras e de velocidade dos avioes que os
perseguem; a indiferenca, ou melhor, a esquivança a qualquer con-
tato mais direto; o interesse especial por instalaçoes atomicas; os dois
sos valores estabelecidos, cs detalhes da nossa vida conhecidos. Os
nossos tipos de avies Ihes devem ser estranhos, assim como a im-
portancia ou não das nossas bases. Eles tém que pesquisar tudo o que
existe na terra a fim de determinar os seus valores. Eles tém de, par-
tindo do nada, conhecer o nosso sistema de vida em detalhes. Uma das
malores dificuldades deve ser a decifracao da nossa linguagem. Nos
teinos muitas linguas. Eles tem que identificar os nossos metodos de
transmissoes radiofonicas e, depols, estudarem aquéles sons tao di-
verscs que ouvem. Para_isso, O unico r meio racional será pesquisarem
as estaçes de bases aéreas. que apresentam uma maior uniformi-
dade de sinais. Serla Infantil pensar que se limitariam a pegar uma
onda de qualquer dos milhares de estacoes de rádio, transmitindo a
cada momento palavras diferentes. Como poderiam jamais obter uma
chave para compreensão da nossa linguagem através de textos co-
inercials ou da letra de um samba ou de um "rock'n roll'? As trans-
missoes das estaçoes das bases e dos radios dos avies seriam as mals
facels de serem decifradas e tambem as de maior interesse para éles.
Isso explica porque tantas vezes sao vistos parados sobre essas estacoes
e seguindo avies sem qualquer motivo aparente.)
Junte-se tudo isto inals: a censura, o segredo dos investigado-
res oriciais; as declaracbes de astrononos e autoridades; tem-se então
uma explicaçao raclonal em que todes os fatóres se enquadrarn. Mui-
Continua na pag. 52
+
JNEA
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PERFIL DO DISCO VOADOR. A PARTE INFERIOR DO MISTERIOSO APARELHO.
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O CRUZEIRO
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TO CAPT IRNG VATC 13 Hy 52
+
OF SIGNTING IN RIO DE JANEIRO. MRS.
BARBER MAY HAVE COPIES. PLEASE FORVARD .
REPORT OF INVESTIGATI DONALD STEWART INFORMATION
OF BALTIMORE IN CONNFCTION VITH LETTER
FROM AMOSS. REPORT. SROUTFD TO
FND IT UNCLASSIFIED
.
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W Heylr
JACK W. HUGHES
I Colonel, USAF
Ass'e, Air Attachet
6 .
APPROVED:
By
Letdi WADE
Brigadier Ge SAF
. Air Attache'
7/24/
9MOLS. U
/!
Photographs
4 DECLASSIFIED
DOD DIR 5200.10
ITRBUTION BY ORSINATOR
OG, GAirC .
MC21990-N
- -
. STATESMOHUN NTHEMEALNGOFTHOESPIONMGEACTSUULS C
SI AND J, ASAMENDED. ITS TRANSMISSION OR TIHE REVILATIORT OF ITS CONTEMIS UN ANY MANNER TO. AN UNALTHORASO PESON IS PROSIVEO MY LAW
IT MAY NOT BE REPRODUCED IN WHOLE OR IN PART, BY OTHER THAN UNITED SIATES AIR FORCE ACENCICS, EXCEPT IN PEMMISSION OF TRC DIRDCJOR OF INTELLICENOL, USAF.
121 U.901T*410/1
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Golonel, USAF
Ass't. Alr Attache
1
APPROVED:
1
.
2NCLS. .
Copy of Cruzeiro"
Trunslation of published orticle.
DOWNGRAI DECLASSIFTED AFTER 12
DOD DIR 5200.10
DISTRIBUTION BY CRISINATOR
.
ONCUASSFIED
S1AND,MAMENED. IS TRAIMISSTDN ORTHEEOVLLATION OF HS CONTENS IN ANY MANNER TOAN LNATHDA L (OONTIPOHOIS Z
IT MAY NOT BE MEUPRODUCED BIN WHOLE OR IN PART, BY OTHER THAN UNITLD STAIES AIR TORCL AGENCIES, EX F WY TLBNSSUD OE TL DOPU TO OF
INTLILGLNUEUSAF.
10-tme1
FRAME 048 / 055paddle-gpu-200dpi
There is no evidence of observers.
The prints
Conero used was a The five negatives did not
appeur to be retouched in any voy. The possibility that thoy could have bean faked
elaretl dome on top.
Ths photos wern supposedly second and no dintinction due to
motion is visible. Mor is it possible to detect r naterial
ALL .nd.all.gorery rounded.
11. JOWNGRADEI:
. DECLASSIFJED AFTER 12 YEARS.. DXAA
UNCLAS DOD DIR 5200.10 xh
FRAME 049 / 055paddle-gpu-200dpi
arrived at l:oo P.M. in the co-called "Isle Tijuca, The pur-
romantie write up an
article about then. It was bound to be an
poetle exporience.
like tourists so that we wouldn't seare our "gane" weather in the lost few days
had been rainy and cold But that Wednesday morning the sun was shining and it
turned out to
But the extraordinary thing about this "airplane" front.
was the fact that it was movine sideways in preat velocity. It was coming directly
from the ocean in theoi rec Gi on the com-
-
POt
MAM , DECLASSIFIED AFTER 12 YEAR8
PMSN
DOD DIR 5206.10
UNCLAS C
.
FRAME 050 / 055paddle-gpu-200dpi
withthe alrituds objcct are difficult to be
toternined. It seened, however, that it was flying
and that its dimension could have been twice the But, honest-
sure about these two details.
What we can however, is that Te really saw the object under the
conlitions which have been deseribed. While I was watehing the objeot (and I had dark:
a new
again. At least, for us it didn't. Aid now, what to do? We started to look for ar-
other We found a fisherman repairing his not. His nace
was Claudionor (or Hono), He had not seen anything. He hnd his head bent down and vasl
absorbed by his work went to the bar. Antonio,
not seon the strange He explained that seen many things
DECLASSIFIED AFTER 12 DY
11 M COD DIR 5200.10
It, 41
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mysterious traveler ret weapon of one of the mout powerhl countries?
Woult it be an object fre planet? We do not know. Ve can onlly affira that
it exists. Codd it be nething to benefit humanity or a threat to amunlty? Mary
other questions could be but they not be enswered as well beot ise the
saucers different countries and difi crent occad-
grapher's back.
1
DOWNGRADED AT S YEAR IN'"
DECLASSIFIED AFTER 12 Iite AL
DOD DIR 5200.10
ts
- T
AINOER
1 t
UNCLA
FRAME 052 / 055paddle-gpu-200dpi
( .
CSAF ITON 3 (TEL. UNCLA
ATIAA
TO ATIAA-3C ROTHSTEIN 15 Hay 52 23 123
FROM AFOIN-2D3 FOURNET
REF ITEM AMC ITT 12I DTD 13 MAY 52.
LT COL ADAMS OF COLLECTIONS DESPATOHED
CADLE TO AA BRAZIL ON 13 MAY REQUESTING "
INFO ON PHOTOS AND STATUS OF AVAILABILITY.
NO REPLY YET, VILL INFORM YOU OF DEVELOPHENTS,
MOS BARBER HAS NO INFO EXCEPT IHAT GINNA OF
LIFE SAID THEY VERE CONSIDERING PURCHASE
07 DEGATIVES. A S 25,000
FRAME 053 / 055paddle-gpu-200dpi
i
CSAF CEL TT 13l
29 Ny.52
AXDAA
S
EBF ANXC ITEM 3 TT 125 DTD 20 MAY 52. ACTION
:
! AA BRAZIL IR-76-53 (AF 451230) MUTH H INCL
COPY OF "O CRUZEIRO" HAVING PHOTOS OF
ODJECT DISTRISUTED TC S 0 YOU BY COLLECTION
THIS VEEK, MRS
1 AIT
TY.
FRAME 054 / 055paddle-gpu-200dpi
1
1 1 (
UNCCA
CSAF I ITEM 5 (ES)
T5 17
17 Jm 52
TO ATIAA-2C RUPPILT ARIAN
FROM AFOIN-2B3 FOURNET ACTION
UNOFFICIAL INFORMATION RFCEIVED THROUGH
PIO OF NO USAP TO THE EFFFCT THAT LIFE
DOUGHT PHe .
.
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ITEM 5 AMC K T1D
FROM LT E J RUPPELT ATIAA in Jin 52
TO CAPT IN-2B3 UNC
INFORMATION
RENCE 7. 17 JUNE 52.
LIF LEE IF THEY
VOULD GI AZILIAN PHOTOGRAPHERS.
ORIGINAL LIFE HAD
THEY WERE NOT
RELIABLE BECAUSE (A) SHADONS ON DISK VERE
NOT SAME AS SHADON ON BACKGROUND, (B) TV